Cássia

Eis que brota em matérias e outdoors, “Cássia Eller”, como um grito da boca da própria. O documentário, obra de Paulo Henrique Fontenelle, é um trabalho cuidadoso que mescla vídeos inéditos, de registros pessoais e profissionais.

Apaixonante, é como você vê Cássia Eller pelos depoimentos que ajudam a contar sua história. Amor e admiração ficam evidenciados na tela, nos olhos de saudade, vozes ora embargadas ora entusiasmadas ao falar dela… Claro que a imaginação do fã, sobre seu jeito arrebatador no palco, seus amores, seus pouco pudores, são curiosidades pulsantes ao sentar na cadeira do cinema para assistir ao documentário.

Adianto que tudo foi colocado da forma como era e não como se vendia, inclusive na ocasião do seu falecimento, quando a mídia sensacionalista não perdeu tempo ao concluir sua morte por problemas com as drogas.

Singelo, o filme de Fontenelle vai te contar da Cássia desde a juventude, sua experiência no teatro, seus primeiros passos na música e sua personalidade sempre visível.

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Simples, ao começar com “Você pode pensar que me conhece um bocado se algum dia você conversou comigo, se leu alguma coisa que eu escrevi, se foi para a cama comigo, mas, pode crer, você se espantará quando me ouvir cantar.”, ainda assim não há como ver pretensão em Cássia Eller, mas simplesmente verdade no que ela dizia, cantava ou na forma como interpretava as músicas no palco.

Mulher, que ao mesmo tempo chamada de “macha” ou agressiva, drogada, “sapatão”? mãe…espera. Todos se espantaram…

Aquém de preconceitos ou esteriótipos e totalmente feliz com a maternidade e sua parceira Eugênia.

Única. Eu não saberei dizer a você, sobre Cássia Eller como Oswaldo Montenegro a definiu em alguns frases, durante seu depoimento para o documentário, tão pouco como Nando Reis, emocionado, totalmente frágil ao falar da saudade dela, do jeito dela… Ainda que, confessadamente, me emocione sempre que vejo o vídeo “No Recreio”, no youtube ou quando escuto relicário e o coração treme, mesmo escutando pela milionésima vez e sempre, entre outras tantas na voz dela, que só ela…a gente para sabe?

E eu sei menos ainda te explicar, leitor, sobre o curto depoimento de Chicão, filho de Cássia Eller, fechando o documentário, que me fez pesquisar Francisco Eller e me surpreender. Filho da mãe! Ele faz uma música boa cara…

 

Pra não confundir com as da Cássia, as do Chicão >> https://soundcloud.com/2-x-0-vargem-alta

 

Saiba mais sobre a autora: Mayara tem formação na área de Educação pela UERJ. No curso de Pedagogia aprendeu a ler o mundo por linhas tortas e não fosse por isso, talvez não teria escolhido cursar Jornalismo, sua segunda graduação. Frágil ao que é (…)

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