A praia de Cícero

Cícero. Bom, Cícero né. Após 3 álbuns lançados, podemos dizer que está na hora de perpetuar essa delicadeza ácida, gostosa de ouvir e sentir – podemos?. Ao olhar para o rosto de Cícero e, pelo menos pra mim, parece brando ou uma interrogação. E quem não curte uma interrogação nessa vida – ainda que buscando respostas brilhantes?

 

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Eu continuo indicando Cícero, pois acho válido se deixar levar pela brandura e também pelos questionamentos colocados por ele em formato de afirmação, verso, lamento, declaração, em forma de canção…

Talvez, um dos atrativos da música seja justamente essa possibilidade de fazer sentido sem fazer, ou jogar ao léu de um embalo bom, o sentido que você quiser. Na música de Cícero, eu vejo que tudo sutilmente se encaixa, a figura dele, as imagens de cada capa dos seus CDs e, claro, suas músicas.

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Capa do álbum A Praia (2015)

Por exemplo a faixa Frevo Por Acaso Nº2, lançada este ano em seu novo álbum, A Praia. Frevo Por Acaso Nº2, repete a música de mesmo nome, tocada no álbum de 2013 (Sábado) e em ambos os álbuns é gostoso de ouvir o que ele faz com a melodia ao mesmo tempo repetida e nova aos ouvidos.

Esse não é um texto como as críticas musicais, é um deixar escapar o que se sente quando alguma coisa te toca.

Então, toca Cícero, (aquela que mais gostei em seu novo álbum)…

Se você quiser baixar os álbuns de Cícero, incluindo o novo, clique aqui.

 

Saiba mais sobre a autora: Mayara tem formação na área de Educação pela UERJ. No curso de Pedagogia aprendeu a ler o mundo por linhas tortas e não fosse por isso, talvez não teria escolhido cursar Jornalismo, sua segunda graduação. Frágil ao que é (…)

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