A cada lua


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Vendo daqui, por trás desse círculo, na posição de protetora, o mundo. E fazia tempo que não via a novidade que é o verde das árvores. Não que tudo isso impeça de perceber como é difícil a vida no asfalto – as vezes a gente se sente concreto, as vezes malemolência. Vi que a moça vai e vem no seu ritmo hormonal, quase natural a força que se faz pra respirar no meio de tanto absurdo diário. As pernas que vão pra lá e pra cá, como se não existisse outro potencial se não ir e vir todos os dias. 

Surpreendeu-me então as entranhas, onde os movimentos quero decorar pra nunca mais esquecer dessas ondas visíveis, os movimentos da primeira vontade, sem e com poesia, real e louco – o significado te chuta na costela.

Tão analítica, noutro dia vou acordar pra ver o sol secar ou quem sabe molhar…Vou ver o outro lado da órbita. E quem sabe ainda o que a minha cabeça vai girar pra te dizer ou apenas mostrar o horizonte.
 

Saiba mais sobre a autora: Mayara tem formação na área de Educação pela UERJ. No curso de Pedagogia aprendeu a ler o mundo por linhas tortas e não fosse por isso, talvez não teria escolhido cursar Jornalismo, sua segunda graduação. Frágil ao que é (…)
 

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