Love me, Leve-me

love me leve me

Abra a boca e devore,

a parte de ti que ficou em mim,

que escorre dos meus lábios quando digo,

ou não digo(,) que quero mais.

Que meio desejo é beijo não correspondido,

em que um lábio ardente encontra um morno,

quase gelado-morto.

Abra a boca e devore a minha paz,

que escorre de mim,

dos meus olhos quando te vejo.

Abra a boca sobre meus medos,

sobre os anseios, sobre meu peito,

e lave tudo com a sua saliva.

Leve tudo embora e love tudo agora.

Leve na correnteza e love com leveza.

* Cora Made escreve de poesia a contos eróticos, roteirista de filmes independentes e videoclipes. Trabalha mais por amor que por dinheiro, porque, afinal, convenhamos. É filósofa de boteco e adora discutir futebol, política e religião. É feminista praticante, virginiana perfeccionista, adepta do poliamor, viciada em análise, alquimista de cozinha e nômade por natureza. Já fez teatro, dança, canto, piano e produção cultural. É apaixonada por felinos, belugas e pinguins. Adora tempo frio, vinhos e Baco.

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