A música brasileira com sotaque francês de Nicola Són

Tinha sido um dia gostoso à beira da praia. Longe, muito longe de casa, a milhares de quilômetros de distância. Depois de conversar com um brasileiro que deixou o país e pensar sobre o que mais gosto no Brasil, não cheguei a conclusão alguma. À noite, em busca de uma música gostosa pra encerrar o dia, lembrei de Nicola Són.

No ano passado, recebi um e-mail da assessoria de imprensa do cantor, ouvi o disco por uns três dias e não concluí nada. Gostei, mas não escrevi. Hoje lembrei dele. Gosto de muitas coisas no Brasil, e uma delas é isto: somos culturalmente encantadores. Somos bons em fazer música, cinema, literatura. Um dia, um irlandês fã de Hermeto Paschoal me falou que o solo brasileiro deve ser bom, porque de lá brota muita coisa bonita. Eu concordo. Há quem brote lá, e há quem vá para lá colher, misturar, criar.

Nicola Són é francês, de Paris, e mora atualmente em São Paulo. Viveu também no Rio (não por acaso, seu primeiro álbum tem o nome de Parioca). Antes, passeou por Norte e Nordeste, e daí a gente entende de onde vem o segundo álbum, Nord Destin (o que eu estou agora ouvindo). Ele respeita nossa cultura, e cria bonito com ela. Pra mim, arte é assim: a gente guarda em qualquer lugar do inconsciente para recorrer quando precisa.

 

Saiba mais sobre a  autora: Dizem eles que nasci em 1985, antes da hora. Cresci em sítio, sempre vivendo no interior, e minha vida é assim: em pequenas dimensões. Gosto de conhecer tudo de perto. Jornalista desde 2009, quando conclui a graduação (…)

 

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