Slow Fashion, um modo de pensar

Um modo de pensar, agir e consumir está ganhando cada vez mais espaço no mundo da moda. Ele é o contrário da moda expressa, ou fast fashion, de shoppings e lojas de departamento que a cada estação fazem surgir e evaporar peças “importantes” para o guarda- roupa de qualquer pessoa, aumentando o consumo cada vez mais; onde a produção é em massa e em questão de segundos a peça mais badalada da estação se torna a mais datada, acelerando cada vez mais a exagerada vontade de “ter” que hoje existe na sociedade, transformando roupas em objetos cada vez mais descartáveis, seja pelo tempo de uso ou até mesmo pela baixa qualidade, fazendo a moda se tornar cada fez mais em algo efêmero.

O Slow fashion é o contrário! Vem com tudo para mostrar que a moda tem sim tudo a ver com o consumo, mas com um consumo consciente, responsável. Se apresenta como uma nova ótica sobre as necessidades de quem consome, um contexto sócio ambiental e ético para o consumidor. Os adeptos do slow fashion pensam no que compram e porque compram, optam por roupas artesanais, reaproveitadas, peças atemporais ou até mesmo de segunda mão (brechós) para ir contra a ditadura do consumo massificado do fast fashion.

(…) brechós e artesãos que exploram o movimento como um poema que preza a longevidade, estilo e qualidade de cada peça

Ainda muito recente e pouco explorado no Brasil, o slow fashion está ganhando o mercado com as marcas eco friendly, brechós e artesãos que exploram o movimento como um poema que preza a longevidade, estilo e qualidade de cada peça. Um exemplo disso é a estilista Hellen Rödel que escolheu trabalhar com técnicas manuais como crochê e tricô, onde produz peças com alma e atemporais.

Não é só uma forma de consumo, um novo movimento que está surgindo na moda. É uma filosofia que vai contra o nosso tempo onde tudo é instantâneo e superficial. O slow fashion te ensina a repensar o consumo, a forma que você se veste e o porque você investe dinheiro e tempo nisso. Te ensina sobre valorizar pessoas, ecologia e, o mais importante, sobre não jogar dinheiro fora. Ou melhor, não jogar dinheiro dentro do seu guarda roupa e nunca usar.

 

* A Amanda é sonhadora, curiosa e inquieta. Gosta de amoras, bolo de cenoura e tem o noivo que faz o hambúrguer mais bonito da cidade. Ah, e ela é formada em moda e quase em antropologia, por isso vive nas entrelinhas do cotidiano dela.

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